sexta-feira, 30 de março de 2012

Solidariedade Internacional

Carta de solidariedade de um companheiro da Bosch da Alemanha e do Grupo de Coordenação do Conselho dos Trabalhadores nas Indústrias Automobilístico (IAAR),  com a luta dos cipeiros da Bosch Campinas.

Michael Weidner trabalhou 31 anos na Bosch de Reutlingen / Tübingen, na função de físico, no departamento de fabricação de componentes eletrônicos.
Na Bosch, foi delegado sindical. 

Sou do grupo de coordenação do Conselho dos Trabalhadores Automobilísticos (IAAR) e, nele, pessoa de contato no conglomerado Bosch.
Recebi o vosso chamado de solidariedade.
Estou revoltado com o fato de a Bosch atacar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.
Se os companheiros de Campinas criticam a falta de segurança no trabalho, fazem-no tendo em conta o interesse da vida e da saúde de todos colegas de trabalho.
A Bosch procura apresentar-se, na Alemanha, como empresa social e justa.
Porém, na realidade, a Bosch é uma fábrica capitalista e reprime trabalhadores que procuram defender-se.
Em 2011, a Bosch reprimiu uma greve em Bangalore, na Índia, com auxílio do Governo do Estado e da Polícia.
Em muitos países, a Bosch colabora com "sindicatos pelegos", impedindo o respeito dos direitos sindicais.
Por isso, devemos cerrar fileiras, para além das fronteiras, lutando pelos nossos direitos.
O chamado de solidariedade foi publicado em nossa homepage do Conselho dos Trabalhadores Automobilísticos (IAAR), sob a rubrica Bosch.
Estou assumindo a iniciativa de divulgá-lo, nas fábricas da Bosch da Alemanha, devendo surgirem, em breve, manifestações de solidariedade.
Deveremos organizar, em Munique, no quadro do Conselho dos Trabalhadores Automobilísticos (IAAR), de 17 a 20 de maio, um foro de discussão sobre a Bosch, visando a intercambiar experiências.
Seria muito bom que um representante da Conlutas pudesse relatar, em Munique, direta e pessoalmente suas experiências com a Bosch.



Saudações solidárias,








quarta-feira, 28 de março de 2012

A Mafalda sabe das coisas!



Estilhaço

"Os trabalhadores devem se apropriar de toda forma de arte
para suportar a ditadura no chão da fabrica"

"Posso até querer te falar como estou
Mas não vou
Prefiro ficar mudo
E deixar a dor sangrar em mim"


me sinto com uma úlcera em cada momento que te vejo numa vida. numa vida em que eu não existo, onde parecem proliferar bolhas brilhantes e estrelas e símbolos ridículos de felicidade, enquanto eu estou aqui miserável, há mais de um, dois, três, quatro, cinco... há mais de não sei quantos anos procurando o atalho mais curto pra apagar você. pra você deixar de ser qualquer realidade possível na vida que deveria ser só minha. e você nem sabe de tudo isso. eu não existo em nenhum verbo seu. eu poderia escrever você por séculos sem você nunca imaginar, quando eu só quero gritar, PORRA! te gritar pra você se refletir e se reencontrar em mim. eu poderia me calar. poderia engolir toda minha úlcera. mas eu não posso te deixar ir assim tão fácil. e é tão difícil ir te deixando ir. eu não sei até onde meu silêncio te permite ir. não sei até onde todos os meus gritos te resgatariam.
 

Compareça ao debate!

terça-feira, 27 de março de 2012

Trabalhador morre fazendo hora extra na GM de SCJ


Os metalúrgicos do primeiro turno da General Motors, em São José dos Campos, atrasaram a produção nesta segunda-feira, dia 26, em protesto contra a morte do trabalhador Antonio Teodoro Pereira Filho, vítima de acidente ocorrido dentro da fábrica no último sábado, dia 24. A produção só foi retomada às 7h50.

Em assembleia, os trabalhadores também reivindicaram o início imediato das negociações para que sejam discutidas as condições de trabalho na fábrica e a suspensão imediata das demissões. Todos os metalúrgicos fizeram um minuto de silêncio em solidariedade ao companheiro de trabalho.

O operador de ponte rolante Antonio Teodoro, 60 anos, morreu quando fazia hora extra no setor de Prensas (Estamparia). Ele foi prensado ao ser atingido por uma ferramenta de 24 toneladas. A operação que estava sendo executada por Antonio deveria, na verdade, ser realizada por duas pessoas.

Mas os primeiros relatos de trabalhadores da área apontam para o fato de que ele estaria operando sozinho o equipamento no momento do acidente.

Desde o ano passado, a GM vem adotando uma política de redução de mão de obra na linha de produção, obrigando os trabalhadores a realizarem tarefas em duplicidade. Esta estratégia já vinha sendo denunciada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e por cipeiros da fábrica.

Este é o segundo acidente fatal ocorrido na fábrica, nesse mesmo setor, em apenas três anos. No dia 6 de maio de 2009, o trabalhador Aparecido Constantino também morreu enquanto realizava hora extra no setor de Estamparia. Até hoje o inquérito criminal não foi concluído.
 
"O que aconteceu aqui é resultado da reestruturação produtiva adotada pela GM. Chegou a hora de dar um basta nessa situação”, afirma o secretário geral do Sindicato, Luiz Carlos Prates.

www.sindmetalsjc.org.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

Multinacional alemã de autopeças ataca cipeiros

Multinacional alemã de autopeças ataca cipeiros.


A Bosch, multinacional alemã e a maior autopeças na América Latina, localizada na cidade de Campinas (SP), está fazendo mais um ataque à organização por local de trabalho. Para impor seu projeto de reestruturação produtiva e aumentar a produção e os lucros, mais uma vez a empresa, além de promover demissões e rebaixamento do piso salarial,está fazendo um ataque direto à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), pretendendo quebrar a resistência e a organização dos trabalhadores.

A empresa está processando 7 trabalhadores, 3 cipeiros (Lulinha, Sueli e Giba) e 4 ex-cipeiros (Raildo, Severino, Freitas e Reis), exigindo uma indenização de R$ 100 mil. A Bosch alega que o boletim publicado por este grupo de cipeiros, chamado “Cipeiros de Luta” continha inverdades sobre a fábrica, mas a realidade é que o boletim denunciava todas as irregularidades e inseguranças cometidas pela Bosch.

A ação da Bosch tem como objetivo a intimidação, calar a boca daqueles que sempre defenderam os trabalhadores e com isso facilitar o seu projeto de reestruturação produtiva. Não é a primeira vez que a empresa ataca os cipeiros que tem compromisso com os trabalhadores. Em 2010 foi um festival de advertências e suspensões para vários cipeiros, e os dias que foram descontados foram pagos pelos próprios trabalhadores, através de uma grande campanha de arrecadação na pista feita pelos cipeiros e pelo sindicato.

Leia mais no site.
http://www.pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=13943&ida=0